
Nos primeiros seis meses do ano os prejuízos da TAP subiram 14,6%, em relação a igual período de 2011, atingindo os 112 milhões de euros.
As razões apresentadas pela companhia prendem-se com as greves e o preço do combustível, que “impediram a TAP-SA de melhorar os números do primeiro semestre deste ano”, explica em comunicado, e acrescenta que “as perturbações laborais no setor, com um impacto direto estimado de 21,6 milhões de euros, contribuíram decisivamente para este resultado”.
A fatura dos combustíveis subiu 20%, passando para 390 milhões nos primeiros seis meses deste ano, contribuindo “fortemente para o agravamento geral dos custos de exploração”.
No lado da receita, a transportadora portuguesa cresceu 9,3%, para 1.084 milhões de euros, em relação ao período homólogo de 2011, “ultrapassando pela primeira vez a barreira psicológica dos mil milhões no primeiro semestre do ano”.
Apesar destes resultados, a companhia aguarda “uma melhoria assinalável da atividade neste segundo semestre” pois a sua operação “é marcada por considerável sazonalidade”.
A companhia aérea portuguesa está atualmente em processo de privatização, aguardando-se para breve a aprovação em Conselho de Ministros do caderno de encargos da venda da companhia.