O governo brasileiro anunciou quarta-feira um importante plano de investimentos para a área dos transportes no valor de 133 mil milhões de reais (53,5 mil milhões de euros) em estradas e linhas ferroviárias, com o objetivo de dotar o país de infraestruturas necessárias para o desenvolvimento económico.

As novas infraestruturas permitirão melhorar o escoamento da produção, alavancando a economia e, simultaneamente, gerar mais postos de trabalho, garantiu a presidente brasileira Dilma Rousseff, realçando que o "Plano Nacional de Logística: Estradas e Ferrovias" vai recuperar o atraso de dez anos do setor logístico brasileiro.

O novo programa prevê a construção de ferrovias em pelo menos 15 estados para facilitar o transporte da produção nacional para os portos, investimento que será feiro através do recurso a parcerias público-privadas, nas quais o governo arca com o que não for absorvido pelo mercado. No total, vão ser construídos dez mil quilómetros de linha, o que representa um crescimento de 36%.

Dilma tenta inverter a realidade do transporte em solo brasileiro que utiliza primordialmente o transporte rodoviário ao contrário do ferroviário, que dispõe de equipamentos "estagnados e paralisados".

Em relação à rodovia, o novo projeto prevê a ampliação das faixas de circulação em 7.500 quilómetros de estradas. Este investimento vai ser realizado recorrendo-se a concessões à iniciativa privada.

O investimento agora anunciado decorrerá ao longo de 30 anos. Nos primeiros cinco anos será investido 79,5 mil milhões de reais (32 mil milhões de euros), confirmou Paulo Passos, ministro dos Transportes brasileiro, que prevê a criação de 150 mil empregos diretos com as obras.

A partir de Dezembro deverão ter início as adjudicações, sendo critério de escolha as melhores tarifas, comprometendo-se as empresas selecionadas a cumprir um prazo de entrega da obra de cinco anos a partir da assinatura dos contratos.

Aguarda-se agora o plano do governo brasileiro para os portos, hidrovias e aeroportos, que deverão ser anunciados em breve.