É o grande desafio actual do porto de Lisboa: recuperar o prestígio perdido durante muito tempo de instabilidade laboral e, consequentemente, fazer regressar ao porto da capital armadores e cargas que nesse contexto conturbado saíram para outros portos. E os últimos meses têm mostrado que a tarefa está a ser bem conseguida.

Em comunicado, a Administração do Porto de Lisboa (APL) admite que «os resultados dos primeiros dois meses de 2017 abrem perspectivas optimistas ao Porto de Lisboa», lembrando que essa recuperação nas mercadorias até «começou a fazer-se sentir no segundo semestre de 2016», quando alguns armadores fizeram regressar a Lisboa algumas das suas escalas e «com grande parte dos serviços de linhas regulares que acostam no Porto de Lisboa a aumentarem as suas movimentações».

A APL dá como exemplos o «acréscimo nos serviços adstritos a linhas da OPDR – armador historicamente presente em Lisboa - Nile Dutch – armador holandês historicamente ligados ao mercado africano - bem como a Maersk – um dos maiores players mundiais do Shipping», recordando que «já no início deste ano, o Porto de Lisboa recuperou também o serviço de linha da Cosiarma - Central America Mediterranean Service, um armador que escalou Lisboa durante 18 anos e que regressou devido à paz social que voltámos a ter no Porto de Lisboa».

A terminar, a APL mostra ainda optimismo pelo facto de o próximo mês de Abril marcar a chegada ao porto de Lisboa de uma nova linha intercontinental «da maior aliança marítima do mundo – Ocean Alliance - que integra o Grupo CMA CGM, COSCO Container Lines, Evergreen Line e Orient Overseas Container Line».