Em comunicado, a ANTRAM congratula-se com as alterações feitas ao novo regime do IMI no Orçamento de Estado para 2017 (OE'2017), lembrando que esta foi uma reivindicação da Associação desde o primeiro momento como forma de evitar que se prejudiquem as empresas transportadoras rodoviárias de mercadorias com imóveis para parqueamento de veículos.

A Associação salienta ter apresentado «ao Governo, aos líderes dos grupos parlamentares, bem como à confederação que nos representa – a CCP –, as suas preocupações face a algumas matérias» presentes no OE'2017. Entre as alterações legislativas propostas no Orçamento de Estado está o novo regime do IMI sobre o qual a ANTRAM logo mostrou «o seu desagrado e a importância de uma revisão».

Isto porque a primeira proposta sobre esta matéria, recorda a ANTRAM, «previa que todos os imóveis com valor superior a 600.000 euros teriam de pagar uma taxa, para o novo adicional do IMI, de 0,3 por cento, excluindo-se desta aplicação o sector da indústria, nada se referindo quanto ao dos serviços», sector onde se incluem as empresas por si representadas.

A ANTRAM recorda que muitas «empresas de transportes rodoviários de mercadoria são detentoras de uma frota de veículos pesados que têm que estar parqueados», acrescentando que «são as próprias autarquias que obstam ao parqueamento destes veículos nas vias públicas». Isso leva, recorda a Associação, à necessidade de muitas empresas em «fazer investimentos em imóveis para garantir a existência de lugares privados de parqueamento».

A reivindicação da ANTRAM, que defendeu sempre que «não fazia sentido que este sector, só por ser dos serviços, fosse discriminado face à indústria» foi ouvida e surgiu então a proposta de alteração à proposta de Orçamento de Estado para 2017, apresentada pelo Partido Socialista, «passando a prever-se expressamente no âmbito desta exclusão os prédios urbanos classificados como comerciais, industriais ou para serviços», refere a ANTRAM.

«A ANTRAM continuará, como sempre o fez, a conceber sinergias em prol do que pensa ser as melhores soluções para a sustentabilidade e desenvolvimento do setor do transporte rodoviário de mercadorias», conclui a Associação.