Menos de um ano após ter sido unanimemente abraçado por 196 países, o Acordo de Paris entrou em vigor no passado dia 4 de Novembro - o objetivo é o de combater o fenómeno do aquecimento global, sendo o primeiro grande passo de ação global contra o crescimento das emissões poluentes. As medidas afectarão fortemente o setor dos transporte (rodoviário em particular) mas o transporte marítimo não está abrangido pelo documento.

Adoptado no dia 12 de dezembro de 2015, após a realização, na capital francesa, da Conferência do Clima, o Acordo de Paris entrou sexta em vigência, sendo expectável que a sua real implementação seja feita de forma gradual. Os países que rubricaram o documento são responsáveis por mais de 50% das emissões poluentes no globo, materializando-se, finalmente, a certeza de que o combate contra o aquecimento global é de urgência inadiável.

O Acordo de Paris tem como grande finalidade a manutenção, neste século, do aquecimento climático mundial abaixo dos 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais, e, de forma mais ambiciosa, atingir a fasquia de delimitação para os 1,5% acima dos níveis pré-industriais; o grande foco do acordo reside no transporte rodoviário internacional, o setor que mais pesa na emissão de CO2 em termos globais. Responsável por cerca de 2,2% das emissões globais de CO2, o setor marítimo internacional não está abrangido pelo Acordo de Paris.

«Continuamos numa corrida contra o tempo, mas, com o Acordo de Paris e com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, o mundo tem os planos necessários para operarmos a mudança para um trilho resiliente de emissões baixas», declarou Ban Ki-moon, Secretário-Geral da Organização das Nações Unidas, na sequência da implementação do acordo, no passado dia 4. «Este é o tempo de fortalecer a resolução global de fazer o que manda a ciência, agarrando a oportunidade de construir um mundo mais sustentável para todos», acrescentou.