O acordo CETA, que consagrará relações comerciais, tarifas reduzidas para exportações e harmonizações regulamentares entre a União Europeia e o Canadá, estará prestes a ser assinado, depois do impasse vivido, causado, em grande parte, pelo cepticismo da região francófona da Valónia. Entretanto, tal impasse entre o governo belga e a região está já ultrapassado, revelou hoje Charles Michel, primeiro-ministro da Bélgica.

«A Bélgica chegou a acordo em relação ao CETA. Todos os parlamentos europeus têm agora capacidade para o aprovar até à meia-noite de amanhã. Um passo importante para a UE e Canadá», afirmou Charles Michel na rede social Twitter. Falta, agora, a aprovação dos outros estados-membros da União, já que, para entrar em vigor, já que o CETA requer a unanimidade de todos os 28 governos da União Europeia.

Com a implementação eventual do acordo CETA, espera-se a eliminação de 98% dos direitos aduaneiros entre as entidades, o que pode significar um aumento do comércio em 20%; as trocas comerciais serão facilitadas e as tarifas das exportações das empresas europeias para o Canadá deverão assistir a uma redução de 500 milhões de euros por ano. Depois de assinado, o CETA obrigará o Canadá a cumprir as normas europeias de qualidade e higiene em todos os produtos que vende para a União Europeia.