O World Shipping Council (WSC), organização formada por armadores, considera que o congestionamento de muitos portos a nível mundial não advém tanto do aumento significativo do tamanho dos navios porta-contentores. Opta por destacar, como principal factor, as novas alianças entre as companhias, área na qual considera haver muito trabalho de agilização a fazer.

Quase que numa resposta ao International Transport Forum, que destacou o crescimento da capacidade dos navios porta-contentores como um dos principais factores de congestionamento portuário, o WSC optou por destacar o aparecimento de novas alianças como razão mais significativa. 

Ainda segundo o WSC, o crescente congestionamento nos terminais de contentores pode ser derivado de vários factores, entre os quais a própria produtividade do porto (ou falta dela), dando como exemplo o porto norte-americano de West Coast, que teve terminais com produtividade na casa dos -73% entre Setembro de 2014 e Fevereiro de 2015, reduzindo o tráfego e aumento o tempo das escalas dos navios.

Entre outros factores identificados para o congestionamento portuário estão ainda, segundo o WSC, a irregular produtividade dos terminais, o ineficiente plano de carregamento do navio, a falta de fiabilidade do horário de partida do navio, a falta de capacidade de um terminal em evitar congestionamento de tráfego no cais, a ineficaz infraestrutura terrestre na ligação à ferrovia e/ou rodovia, a interrupção dos serviços intermodais que ligam um porto, a falta de capacidade ferroviária nalguns terminais, a falta de disponibilidade de armazenamento em terra e a ineficaz movimentação de contentores nessas zonas, entre outros.

Foi assim elaborado um vasto leque de situações que provoquem congestionamento portuário, o qual mostra que não existe apenas um factor que o justifique. Muitas das vezes, é a junção de vários entre os elencados.